"Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo". (João 16.33)

Archive for Outubro, 2010

Pontinhos

Hoje eu vou falar de pontinhos… mais precisamente de ligar pontinhos. Quando eu era criança, tinha uma brincadeira nas revistinhas infantis que consiste em um desenho, porém só com pontinhos enumerados, e você vai ligando de pontinho em pontinho para formar a figura ideal.

A vida é assim.

As coisas que acontecem hoje, podem parecer não ter uma forma definida, não ter uma explicação satisfatória, mas tudo faz parte de uma belo desenho que ainda está para ser formado. Os acontecimentos atuais da sua vida são como os pontinhos desse desenho… os acontecimentos passados são os pontinhos que você já conectou, já fez seus traços e não há como voltar redesenhar.

Deus fez o desenho da sua vida. E Ele te dá a liberdade de ligar os pontinhos certos ou ligar os pontinhos errados.

Quem irá traçar os pontinhos somos nós, e só teremos um desenho perfeito, se tivermos uma vida em Deus.

Procure entender que ao final de sua vida, o desenho estará terminado, e, assim você poderá saber se ele está bonito ou não. Deus criou um desenho pra voce, criou um propósito para a sua vida. Conecte-os.

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Amigo

Aconteceu um fato nessa semana que passou, e me fez refletir bastante. Tive um desentendimento com uma pessoa que considero muito, é uma moça muito carinhosa e por um descuido dela e uma falta de comunicação minha quase que nossa amizade vai pro beleléu.

Em momento das nossas conversas diárias ela fez uma brincadeira comigo e eu apelei. Não devia. Mas apelei.

E isso me fez muito mal.

Eu gosto demais dessa pessoa, de verdade, e não queria mesmo uma situação delicada entre a gente. Eu precisava reverter tudo isso. E foi aí que Deus trabalhou direitinho.

Tudo aconteceu numa manhã, e antes da briga estávamos combinando almoçar juntos. Brigamos e obviamente o almoço estava descartado. Com isso, almocei sozinho. Pensativo. Sem muito apetite. E voltei para o trabalho, ainda triste com a situação. Ao invés de sentar na frente do computador e voltar as atividades, não, eu fui para o banheiro… meio que fugindo da realidade… e chorei, isso meus caros leitores, um homem velho barbudo chorando que nem criança. Sem vergonha de dizer isso, afinal, brigar com ela tinha machucado demais.

Tomei o rumo alguns minutos depois, e tentei conversar na tarde com ela. Obviamente, não era o melhor pra se fazer. E o trem desandou mais ainda. A briga só aumentou. A cabeça ainda estava quente.

No dia seguinte, logo pela manhã, eu já tinha entregado nas mãos de Deus, e foi num lampejo de sabedoria que tudo se ajeitou.

Perdão.

Essa é a palavra-chave de toda boa convivência. Não apenas pedir perdão, mas também conceder o perdão. E numa conversa mais branda, ainda cheio de explicações e porquês, eu assumi que fiz muito mal ao apelar por uma brincadeira e pedi profundamente o perdão a ela, com o coração sangrando na mão.

Deus trabalhou direitinho.

E tocou nela os bons sentimentos de uma amizade, ela me perdoou, e hoje, mesmo poucos dias depois do ocorrido, estamos até mais próximos um do outro.

A lição que eu tiro disso, é que momentos ruins vão acontecer inclusive com quem você ama e com quem você só deseja o bem, mas precisamos ter Deus nas nossas ações e acreditar no perdão, como uma forma de aprendizado e de boa política. A dor machuca e te faz chorar, mas o remédio é Deus.

Se você tem alguma situação delicada com algum amigo, por favor, vá até ele e converse, peça perdão pelos mal entendidos… tudo fica melhor.

Amigo é coisa pra se guardar no lado esquerdo do peito, dentro do coração, assim falava a canção…

Quando um coração clama pela saudade…

Os acontecimentos de uma longa vida são reflexos e consequências de nossas escolhas. Com isso, escolhemos ao longo de nossas dias aonde iremos trabalhar, aonde frequentamos, com quem nos relacionamos, com quem manteremos amizade. Enfim, somos aquilo que fazemos, somos frutos de nossas próprias escolhas.

E, por muitas vezes, iremos arrepender de escolhas erradas, pessoas que passaram na nossa vida e que poderiam gerar frutos de amizade e de família, mas que por descuido das oportunidades (talvez pelo cego olhar do mundo cotidiano) deixamos passar despercebidos.

A verdade é que existe um sentimento, no qual apenas o idioma português possui uma palavra em especial para ele, e este sentimento tem nome: saudade. Tal sentimento é cruel e impiedoso, eu diria até covarde, pois a ele damos sustentação constantemente, pois a saudade é um sentimento cíclico, e para cada vez mais que retomamos nossa atenção a ele é incrementado mais um pouco até o ponto infinito. Saudade não tem limite. Saudade não tem forma. Apenas dói.

Mas dizendo assim, é possível que você chegue a pensar que saudade é algo ruim. E não é.

O prazer de sentir saudade é ao cunho de sua formação o mesmo prazer de quando não havia a saudade. É paradoxal e lindo. Eu sinto saudades de alguém, logo penso como era bom estar com essa pessoa, logo sinto a presença, o cheiro e chego a escutar a voz. Eu sinto saudades de algo, logo penso em suas cores, formas, texturas e como se o imaginado tomasse forma física. Porém, saudade é nostálgico. Viver pela saudade não causa a extinção do nosso desejo.

Sentir saudade é gostoso, persistir na saudade é doloroso, e persistir na saudade é um erro.

Sinto saudades das cosias e das pessoas constantemente, e faço o que posso para suprimi-la, as vezes com um telefonema, as vezes com um e-mail, as vezes de joelhos frente a túmulo.

Saudade é clamada pelo coração, suplicada pela alma, e atraída pelo desejo incontrolável da perda…

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